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quarta-feira, 25 de março de 2015

Travar guerra na internet será um tiro no pé para governo e PT

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Para estrategista em marketing, travar guerra na internet será um tiro no pé para governo e PT

Gabriel Rossi acredita que a estratégia irá acelerar o processo de degradação do governo

O governo Dilma Rousseff sofre sequenciais confrontos, tanto no legislativo quanto nas ruas, com movimentos pró-impeachment. Escândalos de corrupção, o já julgado Mensalão seguido do Petrolão. Inflação alta. Rejeição, segundo avaliação de pesquisas. E o governo passou a adotar uma postura de culpar a área de comunicação por todos estes problemas. A saída adotada seria, segundo o divulgado pela imprensa, ampliar a “guerra na internet”. “Será um tiro no pé. A estratégia, se concretizada, tende a trazer mais animosidade ao PT e à presidente”, afirma o estrategista em marketing Gabriel Rossi.

Rossi avalia que transformar a internet em um campo de batalha é acelerar a degradação da imagem do governo e que, no momento, não existem ações de marketing e comunicação que possam reverter a má imagem. “Fatores econômicos e ligados à corrupção são intransponíveis na mente do cidadão. Não existem fatores de convencimento, apenas por meio da comunicação, suficientes para que essas pessoas mudem de opinião neste momento.”

Na opinião do especialista, Dilma erra em achar que apenas uma presença maior na internet possa ajudar a opinião popular sobre sua gestão. “O primeiro passo para um país melhor é a presidente fazer um mea culpa e reconhecer o momento. Outro ponto a ser considerado é que Rousseff peca nos dois principais alicerces de um presidente: não apresenta qualidade de liderança, nem viabilidade das propostas. Não é apenas comunicação e a internet que resolverão isso. Ambos podem ajudar, desde que haja o que mostrar, desde que uma base de mudanças esteja construída”, finaliza.

Fonte: Atelier de Imagem e Comunicação
Via MaxPress
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

MUSICAL: Xanadu brasileiro tem Sidney Magal

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Um dos grandes sucessos da Broadway nos últimos anos, o musical Xanadu ganha primeira montagem no Brasil. Danielle Winits , Thiago Fragoso e Sidney Magal estão no elenco, dirigido por Miguel Falabella e co-dirigido por Cininha de Paula. A estreia será dia 13 de janeiro, no Oi Casa Grande.

O texto é uma versão de Artur Xexéo e a montagem uma superprodução que aposta na tecnologia e terá mais de 15 cenários, uma centena de figurinos, pássaros robotizados, telões de fibra óptica e até um voo de Danielle Winits e Thiago Fragoso sobre a plateia.

Clássico

A trajetória de Xanadu já o transformou num clássico. Começou com o filme, um dos símbolos mais representativos da iconoclastia de excessos da década de 80.

Recebido com expectativa e capitaneado por uma estrela à época, Olivia Newton-John, o longa eternizou canções que povoam o imaginário das pessoas até hoje. Além disso, tornou-se cult  com o passar do tempo e serviu como base para o musical homônimo que estrearia na Broadway em 2007 – indicado a quatro prêmios Tony e vencedor do importante Drama Destak.

Cafonice oitentista

Enquanto a matriz americana usa e abusa dos cânones máximos da cafonice oitentista, a releitura brasileira também o faz, só que com ‘‘uma pimenta, um molho todo nosso”, segundo Falabella.

"Xanadu é um musical esquizofrênico", diz o diretor. "Esta miscelânia de Grécia Antiga com anos 80 não pode ser logicamente conceituada. Xanadu não se explica, não se teoriza sobre ele. Apenas se vive! Afinal, são sensações e experiências bem fortes as que ele proporciona" – define com bom humor.

Cafonismo tropicalista
O tempero à brasileira de Xanadu vem de uma tradição que remonta da antropofagia oswaldiana, desdobra-se no cafonismo tropicalista, devorando as  referências que vêm de fora e gerando um resultado muito particular, todo mergulhado no escracho e com uma quintessência carnavalesca.

A ação foi toda vertida para o Brasil:

 "Esse musical é um besteirol, e o público brasileiro gosta do gênero. O Miguel sempre disse: "Vamos fazer o nosso Xanadu, um Xanadu brasileiro". No original, Clio/Kira, feita pela Danielle, desce à Terra acreditando que está em Veneza. Na verdade, ela está em Venice Beach, na Califórnia.

O texto já estava pronto, os ensaios já tinham começado, quando o Miguel teve a ideia de que Kira, acreditando que chegara a Paris, em 1880, na verdade estava na Praça Paris, no Rio de Janeiro, em 1980 – explica Xexéo, responsável pela delicada transposição não só geográfica como idiomática.

“É bem difícil verter as canções. Pra começar, não se pode fazer uma tradução literal. Se fosse assim, iria sobrar letra ou música. E, por mais que você não faça tradução literal, é importante manter a ideia do autor e o máximo de referências possíveis a versos da letra  original. E a métrica? Meu Deus, a métrica! É preciso respeitar a métrica. Eu sonhava com métrica”, conclui.

Em Xanadu, os deuses da mitologia grega descem à terra para ajudar os humanos. Entre eles, Clio – uma semideusa que adota o nome de Kira quando se disfarça como terráquea –, que vem ajudar Sonny Malone (Thiago Fragoso), um artista incompreendido que pretende abrir uma casa noturna diferente de tudo que havia sido feito até então.

Magal é Zeus

Para isso, ela conta com a ajuda de Danny McGuire (Sidney Magal, que também interpreta Zeus). Duas atrizes com trajetórias de respeito em musicais também encabeçam a escalação: Sabrina Korgut (Calíope/Afrodite) e Gottsha (Melpômene/Medusa).

A direção musical e vocal fica a cargo de Carlos Bauzyz, que comanda um sexteto formado por Daniel Rocha (regência/guitarra/violão), Bernardo Ramos  (guitarra/violão), Priscilla Azevedo e Herberth Rocha (teclado), Raul D’Oliveira (baixo) e Rafael Maia (bateria), com o intuito de reproduzir com exatidão a sonoridade bem característica da época.

“Acho fantástica essa capacidade da música de Xanadu pois, sim, é datada, mas também atemporal! Afinal, já resiste ao menos há três décadas na memória das pessoas o que, só por esse fato, já prova sua qualidade e beleza. Fora isso, claro, os magníficos arranjos vocais e a maneira como se usavam as guitarras e os sintetizadores, que procuramos reproduzir neste espetáculo”, contextualiza o maestro.

E complementa: “Apesar de se tratar de uma comédia, onde temos uma sátira da maneira de ser e de se vestir no mundo ocidental dessa época, a música me parece transcender isso. Ela nos leva, sim, à época de onde se originou, mas ainda nos traz um sentimento muito bonito, de ingênua felicidade”.

Intencionalmente cafona

No plano cênico, Nello Marrese procurou não só materializar esteticamente os caminhos traçados e delineados por Falabella e Xexéo, como também reproduzir toda a grandiosidade que um musical destas proporções exige.

O cenário-base é inspirado numa pista de skate de Los Angeles, com referência estética dos grandes grafiteiros, que tiveram seu último estouro justamente nos anos 80.

Enfim, Xanadu é kitsch, intencionalmente cafona, excessivo e confronta o dito bom gosto estabelecido com uma vasta gama de cores berrantes e ícones máximos do exagero dos anos 80.

Horários:
Quinta e sexta: 21h
Sábado: 19h e 21h30
Domingo: 19h

Ingressos
Quinta e sexta: de  R$ 40,00 a R$ 120,00; sábado e domingo: de R$ 60,00  a R$ 150,00.

BILHETERIA:
Telefone: (21) 2511-0800
Terças e quartas - 15h às 20h
Quintas e sextas - 15h às 21h
Sábados - 12h às 21h30
Domingos - 12h às 19h

Classificação etária: 12 anos
Estacionamento Shopping Leblon: com entrada pela rua ao lado (Rua Professor Antonio Maria Teixeira). O estacionamento funciona de 7 às 24h.
Tabela de preços:
R$ 4,00 (até 2h) R$ 2,00 (a cada hora adicional até a 5ª hora); após a 6ª hora: R$ 3,00/hora.
Estacionamento VIP: R$ 8,00 (até 2h) R$ 4,00 a hora adicional.

Teatro Oi Casa Grande - Rua Afrânio de Melo Franco, 290

Fonte: BrPress / RJ
Imagem: Danielle Winits e Thiago Fragoso, em cena de Xanadu. Divulgação
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Feito Brasil: Essência Patriota.

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Essência Patriota: A Feito Brasil surgiu há sete anos como uma empresa essencialmente familiar - Lena fazia sabonetes na edícula de casa. Com o apelo artesanal, a empresa cresceu e chegou a ter cinco lojas próprias no Paraná, 150 itens no portfólio. Há pouco mais de dois anos, entretanto, o casal sentiu que o negócio precisava de uma "revigorada", na definição de Peron. Contratou uma equipe de marketing para criar uma identidade visual para a marca e para os produtos, lançou linha para homens e um e-commerce, que já responde por 15% das vendas. Agora formatada, a marca se prepara para avançar, mas no ritmo da "verba modesta" da companhia.

Atualmente, a empresa que mantém pontos de venda pelo país e faturou em dois anos R$ 2 milhões vendendo o Brasil como forma, além de conteúdo.

Na sede, em Mandaguaçu, a 450 quilômetros da capital Curitiba, a equipe de marketing afiada da Feito Brasil usa temas nacionais como cordel, "os encantos do Rio", grafite e até cinema dos anos 40 para vender creme para as mãos, sabonete, hidratante, perfumadores de ambientes. A questão da forma é levada ao extremo na linha Sabedoria da Mata, em que 15 fragrâncias de sabonetes são mapas coloridos, vendidos por R$ 16,50 a unidade.

Para Almir Peron, que comanda a empresa com sua mulher, Lena, a produção artesanal, mais que encarecer o portfólio, agrega valor a seu produto. Hoje, uma equipe fixa de 15 funcionários produz, embala e lacra por mês 14 mil itens, 40% dos quais são sabonetes. Na sede feita com madeira de demolição cercada por jacarandás, perobas e outras espécies endêmicas da região "não há uma máquina sequer". Para 2012, Peron planeja receita de R$ 3,2 milhões, 60% maior do que a deste ano - que avançou, por sua vez, 40% sobre 2010.

A empresa quer também relançar suas lojas próprias, começando por São Paulo, no segundo semestre.

Via CI Cosmetic Ingredients
Fonte: valor Econômico
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Liao Yiwu: Autor perseguido na China lança livro no Brasil

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Ele é considerado um dos autores mais importantes da atualidade, mas teve de pagar um preço alto por isso. Seu poema épico “Massacre”, composto em 1989 em condenação à sangrenta repressão do governo na Praça da Paz Celestial, o levou a quatro anos de prisão. Seu livro “The Corpse Walker: Real Life Stories, China from the Bottom Up”, de 2008, que narra a vida dos marginalizados da sociedade comunista, permanece proibido lá. Agora, longe do governo totalitário da China, ele lança “Deus é vermelho”, que chega às livrarias de todo o país pela editora brasileira Mundo Cristão.

Neste livro-documentário o leitor vai entender porque este jornalista defende os cristãos chineses, sem mesmo ser religioso. Quando Liao Yiwu visitou pela primeira vez uma vibrante comunidade cristã na China, pouco sabia sobre o cristianismo, já que havia sido ensinado que a religião era o Mal, e que aqueles que acreditavam nela foram iludidos. Conhecendo a trajetória e a maneira como vivem estas pessoas, Liao reafirma o seu compromisso com a liberdade de expressão.

Deus é vermelho é um verdadeiro tributo aos valentes religiosos da China. Uma obra surpreendente, que reúne entrevistas reveladoras e histórias de cristãos corajosos, homens que lutam para manter acesa a chama da fé. São casos como o da freira de 100 anos que apesar dos espancamentos, fomes e décadas de trabalho pesado, ainda luta para retomar o terreno da igreja confiscado pelo governo. E do médico dr. Sun (apenas o nome da família para evitar a atenção das autoridades chinesas) que abandonou seu grande cargo como administrador no hospital da Faculdade de Medicina de Suzhou, perto de Xangai; e do vice-reitor desta instituição para tratar gratuitamente os moradores da província de Yunnan.

“Em 2009, o Dr. Sun atraiu a atenção dos oficiais do governo que o acusaram de nutrir ‘motivos ocultos’ ao tratar de pobres de graça e, posteriormente, proibiram suas missões médicas. Entretanto, após Liao publicar a história num site chinês no exterior, o dr. Sun recebeu um convite de uma igreja chinesa nos Estados Unidos para conversar sobre o seu trabalho. Ele foi aos EUA em 2009, mas não obteve permissão para regressar à China. Hoje, reside na Califórnia, tentando aprimorar seu inglês e buscando oportunidades missionárias na África”

O centro de estudos World Christian Database estima a existência de 70 milhões de cristãos no país, ou 5% da população total. Numa sociedade abertamente ateia, o cristianismo é a maior religião formal da China.

Nos EUA, esta obra foi lançada em setembro pela Harper Collins, um dos maiores grupos editoriais do mundo, que já publicou livros de grandes personalidades internacionais, como o músico Steven Tyler, da banda Aerosmith.

Sobre o autor: Liao Yiwu é um autor chinês, repórter, músico e poeta. Ele é um crítico do regime chinês, motivo a qual foi preso. A maioria de seus textos é proibida na China. Liao é o autor do livro “The Corpse Walker: Real Life Stories, China from the Bottom Up”.

Repressão em números:

O Massacre da Praça da Paz Celestial ou Massacre da Praça de Tiananmen. O episódio que aconteceu em 1989 ficou conhecido depois que o exército chinês reprimiu violentamente um protesto em massa por liberdade e democracia, deixando um saldo de 3,6 mil mortos e 60 mil feridos.

Em 1896, um hospital cristão, que hoje é o Hospital do Povo de Chengdu nº 2, foi atacado por moradores que afirmavam que os médicos haviam atraído crianças ingênuas ao hospital com doces e, em seguida, mataram-nas, socaram seus corpos em frascos de conserva, e comeram a carne.

Por volta de 1955, mais de vinte mil cristãos foram assassinados pelo governo, e mais mil igrejas foram incendiadas. Dezenas de milhares de cristãos foram detidos. Milhares e milhares foram executados sob a acusação de pertencerem a seitas.

Ficha técnica
ISBN: 978-85-7325-686-4
Código de barras: 9788573256864
Páginas: 240
Tamanho: 16x23
Categoria: Cristianismo e sociedade

Fonte: Lilian Comunica - Assessoria de imprensa
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