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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Artigos: O diálogo das drogas por Alexandre Bez

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O diálogo das drogas: Você presta atenção em seus filhos?

Psicólogo e escritor Alexandre Bez alerta sobre a falta do diálogo entre pais e filhos

Há algumas décadas, começamos a notar o avanço no desenvolvimento infantil. O acesso à informação e o contato com pessoas do mundo todo, facilitado especialmente pela internet, leva uma grande quantidade de informação, que diminui a vivencia da infância, período fundamental da vida.  Muito cedo as crianças comecem a aprender e praticar coisas inapropriadas à sua idade, sem ter a real noção do que estão fazendo e das conseqüências desses atos.

O maior perigo dessa socialização é o contato com criminosos que agem à sombra do anonimato. Muitos tem como alvo principal as crianças e adolescentes. Nesse caso, falamos especificamente de traficantes de drogas, que se tornaram o grande câncer da sociedade, não só brasileira, mas mundial. Esses sujeitos vêem os jovens como futuros clientes, e para seduzi-los oferecem a promessa ilusória de fuga da ansiedade ou pressão sofrida por um grupo, através das drogas.

No Brasil, ainda não há o combate eficaz a essa máfia, então o que os pais podem fazer para proteger seus filhos? A melhor arma é a conversa! O bate papo em família deve começar desde a primeira infância para que a criança aprenda a ouvir “não”, lidar com futuras frustrações e afastar situações e pessoas negativas do seu convívio. A partir do momento em que a família adota a política do diálogo para orientar e ensinar os filhos, uma enorme barreira é derrubada, pois gera a confiança mútua através do afeto e companheirismo no núcleo familiar. Dessa forma, quando os filhos tiverem qualquer tipo de problema, irão buscar ajuda dentro de casa. Caso a criança não tenha uma base sólida e de confiança, ao menor sinal de carência, baixa-estima, ansiedade ou depressão, ela estará muito mais suscetível a encontrar nas drogas sua válvula de escape, principalmente na fase mais conturbada da vida: a adolescência.

O uso de drogas pode começar com as lícitas, como álcool, sempre presente em festas e adquirido facilmente em diversos estabelecimentos. O consumo dessas bebidas é muitas vezes incentivado ou permitido pelos próprios pais. A partir daí, o passo seguinte é partir para drogas mais fortes e com maior nível de dependência química. Aparentemente as meninas podem ser mais propensas ao uso pela falsa promessa de “fantasia da felicidade”, muito mais idealizada pelo sexo feminino, embutida no uso de entorpecentes. São elas também que carregam o maior estigma da sociedade, quando estão num estágio comprometido pelas drogas.

Na mente dos dependentes se cria uma barreira psicológica, que veda o auto diagnóstico crítico – por achar o uso de entorpecentes normal -, piora a baixa-estima – por entender que a droga vai preencher a lacuna existencial em sua vida -, e ludibria o inconsciente, o que dificulta a chegada de ajuda profissional e especializada.

Abandonar o vício exige grande força de vontade do dependente. Na maioria dos casos, depois de certo tempo de uso, o usuário perde saúde física, mental, integridade, paz e a família, que acaba se afastando por medo de agressões, ameaças, roubos, não só do parente usuário, mas de traficantes que frequentemente intimidam a família para forçar pagamento de dividas.

Um bom começo para ajudar um parente ou amigo com esse problema é não recriminá-lo com nomes ou rótulos. Observar mudanças bruscas de comportamento, violência, falta de apetite, isolamento, transtornos de humor entre outros aspectos, também é muito importante para detectar o problema ainda no início.

Por esses e outros motivos o diálogo em casa é tão importante: uma pessoa bem estruturada e com apoio maciço da família tem plena condição de dizer “não” e afastar os maus elementos de sua vida. Se os pais perceberem qualquer tipo de mudança de comportamento, devem rapidamente procurar ajuda e orientação, mesmo que suspeitem apenas de uma crise de adolescência. Vale reforçar que o melhor jeito de não ter problemas com drogas, é não se envolver com elas, nem que seja para experimentar e se afastar completamente daqueles “amigos” que a oferecem.

Alexandre Bez - Créditos Odílio Ferraz


Alexandre Bez, Psicólogo Especializado em Relacionamentos pela Universidade de Miami e Síndrome do Pânico pela UCLA acaba de lançar seu primeiro romance psicológico INVEJA – O Inimigo Oculto (Editora Juruá).



Fonte: Karyna Djo Credidio - Assessoria Márcia Stival
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

No divã com René Junior de “Fina Estampa”

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Falsos perfis na internet: No divã com René Junior de “Fina Estampa”

Por Alexandre Bez – Escritor e Psicólogo

No mundo virtual podemos ser quem gostaríamos de ser ou se passar por qualquer pessoa que nos faça sentir confortáveis e realizados emocionalmente. Essa zona de conforto traz uma tranquilidade psíquica, mascarando nossa real personalidade e características individuais. A fantasia nos permite sonhar sem medos e pudores dentro da perspectiva virtual e adquire proporções estratosféricas que são barradas quando se chocam com a realidade.

Podemos definir a fantasia como um processo o qual a imaginação assume o controle do indivíduo de acordo com seus interesses pessoais, por intermédio do seu aparelho psicológico que ativa o estado imaginário dos desejos. A mesma atua através das construções imagéticas durante o período diurno e se manifesta na forma dos sonhos também, à noite. Mas, o ato fantasioso atinge uma dimensão ainda mais profunda quando feitas criações de “personagens imaginários” por meio da internet nas páginas de redes sociais.

A exemplo dessa prática, destacamos o personagem René Junior da novela “Fina Estampa” que ilustra perfeitamente toda descrição realizada a respeito do assunto. Assim como outras pessoas, o rapaz molda um perfil falso criado na internet a partir da manifestação de suas vontades e intenções, de modo não condizente com a realidade vivida. Nas palavras do Psicólogo Especializado em Relacionamento Alexandre Bez: “Na internet, todo cuidado é pouco. Ao utilizar a ferramenta funcional do mundo virtual, o sonhador assume personalidades que vão se deparar com a realidade, e o perigo é quando se percebe o confronto”. Esse choque ficou muito claro em “Fina Estampa”, onde o personagem aproveita ainda para abordar as mulheres na rua após o fracasso do encontro e tirar fotos montadas, assim podia mostrar aos colegas de escola seu falso êxito.

O perigo configura-se em fantasiar uma vida irreal, onde teoricamente você está escondido das suas reais características físicas, cronológicas e mentais. Portanto, todo cuidado deve ser levado em conta, principalmente quando a questão envolve mentes ainda em formação, no caso, adolescentes, sem contar todos os perigos existentes na rede em relação a menores de idade. Na novela tudo acabou bem, exceto o castigo imposto a personagem Carolina, jovem que sonhou em juntar a mãe com Juan através do recurso das redes sociais, e acabou sem internet. Mas, a melhor maneira de conscientizar sobre a atividade virtual é mostrar a necessidade de usar com responsabilidade o mecanismo da internet, precedido por uma esclarecedora e tranquila conversa, esclarece Bez.

Alexandre Bez, Psicólogo especializado em Relacionamentos pela Universidade de Miami e Síndrome do Pânico pela UCLA, acaba de lançar seu primeiro romance psicológico INVEJA - O INIMIGO OCULTO" (Ed. Juruá).
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Saiba como cumprir suas metas em 2012

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O final do ano denota o fim de um ciclo e o início de outro. Por isso, é natural que as pessoas olhem para trás e avaliem o que foi feito, fazendo um balanço geral dos acontecimentos e, a partir daí, digam o que farão, comprometendo-se com novas promessas. Entre as mais comuns destacam-se as famosas dietas, um novo emprego, a fluência em um novo idioma, novos relacionamentos, etc.

Mas, fazer promessa é fácil, o difícil é cumpri-las e viver um novo ano de maneira diferente. Segundo a palestrante comportamental e coach Tália Jaoui, isto ocorre, pois os indivíduos não conseguem cumprir tais metas por não acreditarem nelas. A especialista ainda brinca que as pessoas costumam traçá-las durante as comemorações, após beberem algumas taças de champanhe. “Se a pessoa esperou até o último dia do ano para querer aquilo, é porque não é tão forte, certo? Se quer tanto, comece no meio do ano! Pode até começar no dia 20 de dezembro. Funciona mais ou menos como as dietas, que começam na segunda e acabam na quinta-feira. Não precisa esperar até o dia 31 de dezembro para fazer isso”, ensina Tália Jaoui.

Em resumo, para que tudo dê certo, é necessário trilhar um planejamento, analisando os prós e contras de cada promessa e o que fará para atingir o objetivo. “De nada adianta querer e pensar, e não tomar atitudes em direção as metas”, resume a palestrante.

Uma pessoa que quer emagrecer, por exemplo, deve levar alguns fatores em consideração. Quer emagrecer de verdade? O que você vai ganhar com isso? E o que vai perder, além de quilos? Como vai fazer? Como saberá se está no caminho certo? Quer perder quantos quilos em quanto tempo? Como você irá mensurar o resultado? Ou seja, se deseja mesmo iniciar no dia 1º de janeiro de 2012, faça seu planejamento agora.

Além do planejamento, outro estímulo bastante importante é você imaginar a situação, tendo a meta conquistada, como se fosse hoje.

Além disso, a coach reforça que é necessário ter persistência, já que as coisas não costumam mudar de rumo só porque um novo ano foi iniciado. “Comece agora. Dê um basta ao mundo das idéias e da imaginação e comece a colocar tudo em prática. Deixe para meditar no chuveiro e não enquanto sua vida passa pelo seu nariz”, aconselha Tália Jaoui.

Comece seu 2012 agora! Verifique se sua meta é possível de ser realizada, comprometa-se, verifique a importância disso para você e o que te impede de realizá-la. Se você não acreditar em você, quem vai acreditar? Vamos em frente!
Feliz 2012!

Sobre Tália Jaoui:
Tália Jaoui é palestrante na área comportamental, coach, possui formação em educação física, psicologia e especialização em PNL (Programação Neurolinguística); e é também autora do livro -“Cogito Ergo Sum – Penso, logo existo”, com 44 crônicas redigidas a partir da observação de fatos e comportamentos de pessoas do mundo inteiro. Hoje, além de ser diretora da Dhuma – Desenvolvimento Humano, Tália também realiza coaching, palestras e cursos fazendo uma curiosa relação entre condicionamento físico e mental. Todo trabalho desenvolvido por ela é baseado em quatro pilares: comportamento humano, comunicação, qualidade de vida e evolução. Com temas cotidianos e abordados com facilidade e de forma didática, Tália Jaoui garante - “Mudamos o comportamento de sua empresa”. www.taliajaoui.com.br

Via MaxPress
Fonte: MKT House Comunicação Integrada
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Artigos: Quando o tempo é uma impressão

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* Por Tália Jaoui

Sabia que eu já vendi tempo? Isso mesmo. Certo dia, pensei o que eu tinha de sobra para vender para quem necessitasse. Tempo. A pessoa comprava uma hora do meu tempo e eu fazia o que ela precisasse. Fazia compras no supermercado, levava idosos ao médico, fazia orçamentos, telefonava para os serviços de atendimento ao consumidor das empresas para resolver aqueles problemas que não se resolviam antes do quadragésimo segundo minuto. Resolvi vender tempo, porque tempo é algo precioso, que as pessoas já não têm e quando têm, estão com tanta pressa que não aproveitam de forma satisfatória. Quando elas percebem, lá se foram cinco horas ou quinze anos.

Outro dia li algo interessante, enviado por um funcionário da Volvo na Suécia. Ele disse que as pessoas que chegam cedo ao estacionamento da empresa, estacionam o carro longe da porta de entrada e andam muito para chegar lá. Eles fazem isso porque os colegas que chegarão mais tarde, provavelmente necessitarão das vagas mais próximas, já que estarão atrasados. Interessante ponto de vista.

“Fast food”, “fast shop”, produzir resultados rapidamente, prazeres imediatos, “vamos logo que estou com pressa, não tenho tempo para isso, não tenho tempo para perder”. Esta é a linguagem com a qual estamos acostumados. Pois já ouvi falar em “Slow food”, um conceito onde comer devagar é o que conta, curtindo a família e os amigos (as nutricionistas agradecem, já que mastigar 25 vezes cada garfada ajuda o cérebro a dizer ao seu estômago que você está satisfeito).

Também já ouvi falar na nova cultura do “slow down”, onde a pressa é inimiga da perfeição e devagar se vai longe. Interessante como as pessoas que planejam têm melhores resultados do que as afobadas, que querem tudo para ontem. Interessante como quem come devagar, apreciando o sabor dos alimentos, parece comer menos e ter mais longevidade do que os glutões de plantão.

Você tem tempo para os seus filhos? Para os seus projetos? Para os prazeres da vida, para aquilo que te dá alegria? Para escrever tudo o que quer deixar de legado para quem você ama? Sim, porque você deve ter uma teoria sobre a vida. Já escreveu? Você tem tempo para deitar e não fazer nada, só pensar no planeta, em você, na teoria do big bang? Engraçado como nós só nos espreguiçamos quando somos bebês. É uma delícia ver aquelas coisinhas fofas na maior “esticação” quando acordam. E os animais? Até os pássaros se espreguiçam para iniciar o dia. Porque eles têm tempo. Nós não. Leu até aqui? Bom sinal!

Sobre Tália Jaoui:
Tália Jaoui é palestrante na área comportamental, coach, possui formação em educação física, psicologia e especialização em PNL (Programação Neurolinguística); e é também autora do livro -“Cogito Ergo Sum – Penso, logo existo”, com 44 crônicas redigidas a partir da observação de fatos e comportamentos de pessoas do mundo inteiro. Hoje, além de ser diretora da Dhuma – Desenvolvimento Humano, Tália também realiza coaching, palestras e cursos fazendo uma curiosa relação entre condicionamento físico e mental. Todo trabalho desenvolvido por ela é baseado em quatro pilares: comportamento humano, comunicação, qualidade de vida e evolução. Com temas cotidianos e abordados com facilidade e de forma didática, Tália Jaoui garante - “Mudamos o comportamento de sua empresa”. www.taliajaoui.com.br

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

O outro lado do Natal por Alexandre Bez

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O outro lado do Natal: a  importância da presença dos sentimentos nas comemorações de fim do ano

* Por Alexandre Bez – Psicólogo e Escritor

Na tradicional época das festas natalinas e de fim de ano em geral, ressalta-se a importância da valorização dos verdadeiros sentimentos. No entanto, esses devem ser corretamente direcionados às pessoas que nos proporcionam alegria e bem estar relacional.

Vamos colocar um pouco de lado certas atitudes inerentes a época, como o lucro obtido através do comércio e a venda dos produtos, e nos voltarmos a união humana. Ato este, que parece diminuir consideravelmente com o passar dos anos, onde essa relação, que supostamente deveria abrigar carinho e ternura, está sendo substituída gradativamente pelas "lembrancinhas nada econômicas". Esses ingredientes denotam a “confortável especificidade relacional”, trazendo à tona os principais vilões presentes nessa época do ano, que são a depressão e ansiedade.

Segundo Bez, “o ato de englobar pessoas corretas em nossas vidas nessa época faz-se necessário à natureza humana e é também extremamente útil. A escolha certa é uma injeção de alento à alma psicológica. Nessa hora a quantidade de pessoas ou o valor dos presentes trocados não é o mais importante e sim a vontade de estar junto somado ao envolvimento emocional. São elementos ‘do bem’  para o nosso cérebro”, finaliza.

Por isso, a presença daqueles que amamos verdadeiramente é tão especial. Para isso temos que ter o discernimento de que um mero conhecido, muitas vezes não é amigo verdadeiro. Compreender que mesmo os amigos, assim como todas as relações, não conseguem manter um caráter homogêneo de perfeição. Essa época deve ser dividida com pessoas que nos remetam sentimentos de felicidade, prazer e conforto emocional, encontrado na maioria das vezes entre os entes familiares e amigos de longa data.

Dicas para curtir melhor as festividades:

1)  Compartilhar as emoções do momento com os amigos e familiares. São permitidas também duas comemorações em datas diferentes, por motivo de agenda e condições de reunir todos em um só lugar.

 2)  Participar ativamente das comemorações natalinas, afastando a depressão e ansiedade específicos para essa data.

 3)  Não “neurotizar” quanto as gorduras ingeridas a mais. Cheque antes a permissão e as condições de seu estado físico para isso, até porque você terá muitos meses para perder as calorias adquiridas.

 4)  Policie-se na quantidade de álcool ingerido. Essa substância além de ser mais muito mais destrutiva que as iguarias natalinas, é também mais engordativa.  Adquira uma postura severa: se beber não dirija jamais.

 5)  Faça uma varredura nos relacionamentos em geral, eliminando as relações tóxicas e maléficas em sua vida, por mais incômodo que possa ser.

 6)  Execute um planejamento de ordem pessoal e profissional, abordando todos os pontos que forem inerentes as suas necessidades. Essa ação é extremamente eficiente para combater e administrar a ansiedade que aparece nessa época, em relação as perspectivas futuras.

Alexandre Bez - Créditos Odílio Ferraz
* Alexandre Bez, Psicólogo Especializado em Relacionamentos pela Universidade de Miami e Síndrome do Pânico pela UCLA. acaba de lançar seu primeiro romance psicológico INVEJA – O Inimigo Oculto (Editora Juruá).
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